O câncer afeta a fertilidade? Essa é uma das perguntas mais comuns entre quem recebe o diagnóstico da doença. E não é à toa. Afinal, além da preocupação com o tratamento, muita gente também pensa no futuro: “Será que ainda vou poder ter filhos?”.
Essa dúvida é legítima e merece um esclarecimento claro. A verdade é que o câncer e seus tratamentos podem interferir na fertilidade, mas nem sempre isso acontece.
Além disso, há muitos mitos em torno do tema e entender o que é fato faz toda a diferença para quem está se preparando para o tratamento. Então, vamos conversar sobre isso de um jeito simples e direto?

O câncer afeta a fertilidade: o que realmente pode acontecer
Quando falamos que o câncer afeta a fertilidade, o que está em jogo não é apenas a doença, mas principalmente o tratamento.
Quimioterapia, radioterapia e algumas cirurgias podem, em determinados casos, atingir as células reprodutivas responsáveis por produzir óvulos e espermatozoides.
De forma geral, os principais fatores que interferem na fertilidade são:
- Quimioterapia: alguns medicamentos usados para combater o câncer podem reduzir a produção de gametas (óvulos e espermatozoides) ou alterar sua qualidade.
- Radioterapia: quando é feita na região da pelve ou próxima aos órgãos reprodutivos, pode prejudicar ovários, testículos, bem como o útero.
- Cirurgias: dependendo do tipo de tumor, pode ser necessária a retirada de órgãos que fazem parte do sistema reprodutivo.
Mas é importante lembrar: nem todo tratamento causa infertilidade. Afinal, isso depende do tipo de câncer, da idade, das doses de medicação e da resposta do corpo.
Em muitos casos, a fertilidade volta ao normal algum tempo depois do tratamento. Por isso, conversar com o médico antes de começar é essencial, para saber se existem formas de proteger a fertilidade desde o início.
Mitos e verdades sobre câncer e fertilidade
Quando o assunto é delicado, as informações erradas se espalham rápido. Então, vamos direto ao ponto:
- Mito 1: todo tratamento contra o câncer causa infertilidade
Falso. Nem todos os medicamentos usados na quimioterapia afetam as células reprodutivas. Portanto, há pacientes que recuperam a fertilidade após o tratamento.
- Verdade 1: é possível preservar a fertilidade antes do tratamento
Hoje, existem métodos seguros, como o congelamento de óvulos, espermatozóides ou embriões, que ajudam quem deseja ter filhos no futuro.
- Mito 2: mulheres que tiveram câncer não podem engravidar.
Isso não é verdade. Muitas mulheres engravidam naturalmente após o tratamento ou contam com a ajuda de técnicas de reprodução assistida.
- Verdade 2: a idade interfere nas chances de preservar a fertilidade.
Quanto mais jovem o paciente, maiores as chances de sucesso nos métodos de preservação. Por isso, agir rápido faz diferença.
- Mito 3: homens não precisam se preocupar com a fertilidade.
Errado. O câncer e seus tratamentos também podem afetar a produção de espermatozóides e os hormônios masculinos. Por isso, o congelamento de sêmen é uma boa forma de prevenir isso.
- Verdade 3: O acompanhamento com um especialista muda tudo.
Com orientação médica adequada, dá para montar um plano de tratamento que proteja tanto a saúde quanto as chances de ter filhos no futuro.
O que pode ser feito antes do tratamento
A boa notícia é que existem várias formas de proteger a fertilidade antes de começar o tratamento oncológico.
Entre as opções mais comuns estão:
- Congelamento de óvulos ou embriões: ideal para mulheres que vão iniciar quimioterapia ou radioterapia.
- Congelamento de espermatozoides: é um procedimento rápido e simples, feito em laboratório.
- Congelamento de tecido ovariano e testicular: pode ser uma alternativa para adolescentes ou crianças que ainda não produzem óvulos ou espermatozoides maduros.
- Uso de medicamentos protetores: em alguns casos, o médico pode indicar hormônios que ajudam a proteger os ovários durante o tratamento.
Essas medidas são feitas antes do início da quimioterapia ou radioterapia. Por isso, é importante conversar com o especialista o quanto antes.
O tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento costuma ser curto, mas é possível planejar tudo com segurança.
Depois do tratamento, a fertilidade pode voltar?
Em muitos casos, sim. A fertilidade pode se recuperar com o tempo. Algumas mulheres voltam a ovular e, nos homens, a produção de espermatozoides pode retornar meses ou anos após o tratamento.
Por outro lado, há casos em que essa recuperação não acontece naturalmente. Mas isso não significa o fim das possibilidades.
Afinal, a medicina reprodutiva tem avançado muito e técnicas como a fertilização in vitro (FIV) e a inseminação artificial ajudam muitos casais a realizar o sonho de ter filhos mesmo após o câncer.
O importante é fazer uma avaliação médica depois do tratamento. Afinal, com exames simples, é possível entender como está a função reprodutiva e quais são as opções mais indicadas.
Cuidar da fertilidade também é cuidar da saúde emocional
O impacto do câncer na fertilidade vai além do corpo, também mexe com o emocional. O medo de perder a capacidade de ter filhos, o tempo de espera e as incertezas do tratamento podem gerar ansiedade e insegurança.
Por isso, cuidar da mente é tão importante quanto cuidar do corpo. Ter apoio psicológico, conversar abertamente com o médico e com a família ajuda muito nesse processo.
Além disso, saber que existem caminhos e soluções possíveis também traz conforto e esperança.
Informação e cuidado caminham juntos
Saber se o câncer afeta a fertilidade é fundamental para quem quer se preparar e tomar decisões com segurança. Hoje, a medicina oferece alternativas reais para preservar as chances de ter filhos e o primeiro passo é conversar com um especialista.
Eu sou o Dr. Lucas Claros, urologista especializado em reprodução humana e acredito que cada paciente merece ser acolhido com respeito, clareza e confiança.
Meu compromisso é estar ao seu lado em todas as etapas, te ajudando a cuidar da saúde e do futuro com tranquilidade.
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